O conto Natal na Barca coloca em cena personagens femininas dando-lhes voz para exteriorizarem os seus dramas e sofrimentos, em meio a uma sociedade regida por princípios autoritários. O passeio pela temática da “travessia”, no espaço suspenso entre a vida e a morte, torna este conto instigante para o leitor. A personagem narradora presente no conto Natal na Barca, ninguém sabe quem é, aonde vai e de onde vem, sabe-se apenas que ela se encontra junto com os demais personagens, numa embarcação. “É dessa sutil apreensão dos seres e coisas, que decorre a atmosfera desse universo. (...) É dentro desse mecanismo que vão sendo reveladas suas dramáticas personagens (...) criaturas marcadas pela agônica busca do sentido último da vida” (Coelho, 2002, pág. 388).
Fonte:
TRAVESSIA NARRATIVA: “NATAL NA BARCA”, DE LYGIA FAGUNDES TELLES - Claudinéia Feitosa e Dra. Elisabeth Battista2
Natal na Barca a partir do olhar das alunas Gabriela Manara e Guilhermina Prota - EFII da EMEF Professora Marili Dias, assistam:
Curta Metragem “FILHO NOS BRAÇOS”, baseado no Conto Natal na Barca de Lygia Fagundes Telles
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
A CARTOMANTE - Curta Metragem inspirado na obra de Machado de Assis
No ano em que o texto foi
escrito, em 1869, as narrativas trabalham os aspectos da mente, principalmente
Machado de Assis, e não uma vida amorosamente idealizada como era feito na
escola literária anterior, o Romantismo. Para quem gosta de realismo, esse
livro é uma excelente escolha.Algo
muito presente nas obras de Machado de Assis é extremamente contido nesse
conto. As aflições da mente humana.Levando em consideração que a obra foi
escrita durante o Parnasianismo, o final da história não poderia ser outro....
ASSISTA
NOSSO CURTA METRAGEM
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Baile do Menino Deus- Auto de Natal
Apresentado pela alunas de pedagogia - UNIARARAS - U.E.Morro Doce São Paulo no CEU Parque Anhanguera no dia 15 de dezembro de 2014 para encerramento da II Mostra de Múltiplas linguagens, promovida pelas Professoras Luita Helena de Castro e Susete A R Mendes- Responsáveis pelo Projeto Escola em Movimento
Baile do Menino Deus é um auto de Natal escrito
por Ronaldo Correia de Brito e
Francisco Assis Lima, com músicas de Antônio Madureira. Foi encenada pela
primeira vez no dia 12 de novembro de 1983, no Teatro Valdemar de Oliveira,
Recife.
A obra se opõe à maciça difusão, no Brasil, do
imaginário natalino de inspiração europeia. Em vez de papais-noéis, renas e
trenós, o musical leva ao palco figuras típicas da cultura popular nordestina,
como o Mateus, o Jaraguá, o bumba meu boi, ou os caboclinhos, todos embalados por canções originais, inspiradas
nos ritmos e nas tradições da região.
Sinopse
A história gira em torno de uma festa que vai
acontecer, tendo os brincantes como personagens que seguem de casa em casa e um
palhaço, Mateus, conduzindo a narrativa. Na peça o Natal não valoriza as
compras nem a comilança da festa, mas elege, como foco principal, o Menino Deus
e o que ele representa, como símbolo do renascimento e da esperança.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
TENHO MEDO - Manoel Severino da Silva
Tenho medo da injustiça
Tenho medo da hipocrisia da democracia racial
Tenho medo do discurso unilateral
Tenho medo do mundo de visão única
Tenho medo do mundo globalizado
Tenho medo dos vivos que se alegram em matar
Tenho medo do pobre que se contenta em ser
pobre
Tenho medo das crianças”invisíveis” para nós
Tenho medo do público subordinado ao privado
Tenho medo do político corrupto
Tenho medo de uma sociedade que cobra mais do
que dá
Sim Senhores
Eu tenho medo dos exterminadores da esperança
Tenho medo da propagação da exploração da
prostituição infantil
Da exploração do trabalho infantil
E, principalmente, tenho medo do mundo, onde
só alguns têm vez.
Tenho medo de um mundo nas trevas
Sim, e simplesmente tenho medo porque sou
humano. Não é o medo da morte.
È o medo da morte da esperança, da morte da
mudança, da transformação.
E finalmente tenho medo de um mundo sem
escola e medo de uma escola sem mundo.
Manoel Severino da Silva
È professor na Rede Municipal de Ensino de
São Paulo – EMEF RECANTO DOS HUMILDES
sábado, 13 de dezembro de 2014
ANÚNCIO DE ENTARDECER

Ele andou fatiado de medos,
Iludiu-se, imiscuiu-se,
E chegou a flertar com a utopia.
Quem o encontrar,
Diz a ele que o perdoo por tudo.
Que o meu peito, em cicatrizes,
É hoje até mais bonito que antes.
Que aprendi que a força se desdobra
Em indizíveis fraquezas.
E que enquanto ainda chorava de inércia
Meus olhos colheram do sol
A força de desabrochar o meu mundo.
Diz que a solidão me consome os espaços.
E a vizinhança inteira me ouviu a gritar por seu nome.
Diz que sangro a sua ausência
E os seus silêncios me transbordam.
Diz ao meu sonho que ele venceu.
A minh’ alma não se vendeu.
Nara Rúbia Ribeiro
Escritora,
advogada e professora universitária.
Escreve poemas e contos.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook:
Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
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